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Pessoas são Pessoas!

Publicado em 03/09/2019 por Felipe Rocanelli .´.

Hoje muito se fala sobre a valorização das pessoas dentro da empresa e que categoricamente afirmam que possuem uma política diferenciada de Recursos Humanos, seja na manutenção ou em seu recrutamento e seleção. Será?

                Bem, primeiramente devemos partir do pressuposto que para ser diferente você não poderá fazer igual a todo mundo: uma política linda no papel, mas com baixa aplicabilidade efetiva. Observando muitas políticas, podemos concluir que ela será a empresa dos sonhos de qualquer colaborador: fala-se de capital humano, valorização, benefícios e investimento, criando com isso uma enorme expectativa para um recém-contratado que com o passar do tempo, observa que aquela empresa dos sonhos não passa de um papel. E é aí que está o grande erro das empresas.

                Traçar políticas padronizadas é um erro comum, pois pessoas não são detentoras de padrões e, dificilmente, uma política irá agradar a todos. As pessoas querem se sentir únicas e úteis de modo a refletirem em sua produtividade, motivação e comprometimento. Caso não atenda esse pilar, as empresas terão um efeito chamado anomia: um trabalho sem significado, causando um efeito negativo e contrário nas características citadas acima. As empresas precisam dar sentido ao trabalho de cada colaborador para que eles rendam ao máximo de seu potencial. Mas como?

                O primeiro passo é mudar o conceito de que pessoas são Centro de Custos e migrá-lo ao que pessoas são Centro de Recursos: independente de seu ramo de atuação é o seu time que determina a excelência de sua empresa! Enquanto você os olhar como ferramentas, é isso que eles serão. Por isso, dê mais valor a uma ideia do que a um serviço bem feito. Pessoas que são ouvidas sentem-se mais motivadas pela simples razão de serem tratadas como pessoas e não só mais um número. Adicione sentido ao trabalho delas e não somente tarefas!

                Em seguida é necessário recrutar talentos em sua empresa ou, simplesmente descobri-los. As empresas costumam contratar por currículos sem ao menos dar-se ao trabalho de encontrar o talento do Capital Humano que está oculto ao currículo. Chamamos isso de política do Iceberg: a parte visível do bloco de gelo representa apenas 1/8 da montanha, enquanto o restante está submerso. Logo, a analogia que pode ser feita é a de que o currículo mostra somente a ponta do iceberg, enquanto o talento está escondido - cabendo às empresas explorarem essa parte oculta. Valorize as pessoas pelo o que elas são e não pelo que elas tem ou fazem.

                Quando conhecemos os talentos do capital humano e alinhamos com as necessidades dos clientes, obtemos um melhor resultado. Ou seja, maior lucratividade e melhor fidelização. Todo organismo empresarial depende dessa equipe talentosa, motivada e homogênea! Não cobre fidelidade de seu capital humano se você não é fiel a ele. São eles que te levarão ao sucesso ou ao fracasso, pois, por melhor que seja um talento individual ele jamais superará o talento coletivo. Lembre-se: quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas quem caminha em conjunto chega mais longe. Saiba aonde você quer chegar com sua equipe, mas se não sabe para onde está indo com ela, qualquer lugar irá servir! Por isso, conduza-a da melhor maneira possível. Seja o capitão desse mar de gente.

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