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MULHERES EM RODA – COMUNIDADE FORTALECIDA

Publicado em 27/03/2017 por Bianca Colepicolo

Há um movimento mundial de Círculos de Mulheres. Esse encontros as vezes guardam certa mística, as vezes não. O que eles sempre têm em comum é a reunião de mulheres em roda para conversar livremente e, principalmente, valorizar suas próprias lutas, contar histórias de suas mães e avós.

Em um momento social em que o conservadorismo grita a nossa porta, qualquer reunião dita “feminista” pode ser mal interpretada. Até porque não há uma compreensão verdadeira do conceito de “feminismo”. Outro dia circulava na internet uma tabela comparativa da “mulher feminista x mulher conservadora” que dizia que a feminista não se depilava, odiava homens e bla-bla-bla. Ora, isso é uma grande bobagem. Ser feminista significa tão somente defender o direito do gênero feminino de viver bem, não aceitando agressões físicas e sociais como normais e banais.

As mulheres guardam para si muitas coisas, o que as tornam fortes, mas, quando compartilham e se unem se tornam ainda mais fortes. Não é uma força para lutar contra os homens. É uma força para manter a sanidade mental e a alegria de viver mesmo perante tantas dificuldades que a rotina impõe. Os homens naturalmente fazem isso.

Há quem vá dizer que mulheres quando se juntam acabam brigando e fazendo fofoca. É aqui o ponto principal: compreender culturalmente de onde vem esse comportamento  de desunião.  Vamos lembrar que até a década de 60 a mulher precisava de autorização de seu marido para trabalhar. Veja bem, a mulher não tinha chance de independência financeira: casar era uma questão de sobrevivência. Por isso a competição: uma outra mulher era um risco de perder a chance do provimento. Ora, hoje as mulheres são maioria nas faculdades, são maioria na chefia das famílias, provaram que são guerreiras e podem chegar muito mais longe. Não faz mais sentido competir. É só uma questão de tomar consciência e se reprogramar!

Pensar sobre o papel do feminino na sua comunidade (sim, um condomínio também é uma comunidade!) vai reorganizar todo o convívio e facilitar soluções para os mais diversos problemas. Se alguma vez você, mulher, sentiu vontade de ser acolhida por sua mãe ou avó, saiba que todas as outras mulheres também sentiram e que essas relações podem ser construídas com conversas simples e poderosas. Saiba que é muito fácil e que será muito bem recebida se propor uma roda de mulheres – pode ser que comece tímida, mas logo cresce. Pode ser que os homens no princípio estranhem, mas logo será percebido como a harmonia do espaço cresce quando há união  feminina. Está além de nós, é coisa de DNA! É o feminismo da mulher conservadora!

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